Perícia confirma identidade de argentinos mortos em acidente com 2 helicópteros no Rio
Perícia confirma identidade de argentinos mortos em acidente com 2 helicópteros no Rio Peritos do Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram a identidade de ma...
Perícia confirma identidade de argentinos mortos em acidente com 2 helicópteros no Rio Peritos do Instituto Médico-Legal (IML) confirmaram a identidade de mais duas vítimas do acidente envolvendo dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio, no domingo (14). A colisão deixou seis mortos. As vítimas são os argentinos Gaspar Prim, o Youtuber Gaspi, e Lucas Vignale, diretor de videoclipes. A identificação foi feita por meio da análise das impressões digitais. Agora, apenas uma vítima ainda não teve a identidade oficialmente confirmada. O corpo do cantor e produtor americano Nickel Oliver Tree ficou carbonizado. Os peritos realizam exames na arcada dentária, mas ainda não descartam a necessidade de um teste de DNA. Já foram identificados: Alexandre Souza, piloto brasileiro; Gaspar Prim, o Gaspi, youtuber argentino; Lucas Brito Chaves, o Lucas Frota, produtor musical brasileiro; Lucas Vignale, diretor de videoclipes argentino; Charles Marsillac, piloto brasileiro. Youtuber argentino Gaspi, que morreu neste domingo em acidente de helicóptero no RJ Reprodução/Instagram Transporte clandestino descartado Agentes do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Força Aérea Brasileira (Cenipa), do Corpo de Bombeiros e policiais civis voltaram ao local da queda dos helicópteros, em uma concessionária de carros, no Recreio. A Polícia Civil descartou a hipótese de que as aeronaves faziam o transporte clandestino de passageiros. A informação chegou a ser levantada no domingo (14) pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein. Segundo a polícia, um dos helicópteros pertencia a um advogado amigo das vítimas. A polícia investiga se houve descumprimento do plano de voo e aguarda os laudos do Cenipa. "Justamente pra poder verificar se houve a comunicação à torre de controle e se as aeronaves estavam correspondendo, trafegando nas respectivas vias aéreas, porque na verdade, a gente não vê, só que existem vias aéreas que correspondem às ruas, que essas aeronaves têm que observar. Então, se houver algum tipo de descumprimento de algum dos equipamentos, pode haver o acidente", afirmou o delegado titular da 42ª DP (Recreio). Corpo de produtor musical morto em queda de helicópteros é velado no Rio Nesta segunda-feira, o corpo de Lucas Brito Chaves, conhecido como Lucas Frota, foi cremado no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. Lucas era filho da advogada Cristiane de Medeiros Brito Chaves Frota, do empresário Antônio Frota e enteado do desembargador Elton Martinez Carvalho Leme. O DJ e produtor brasileiro Lucas Frota Reprodução/Instagram “A família está destroçada. Eu quero saber o que aconteceu, porque me disseram que um dos helicópteros não estava apto a voar”, disse o tio de Lucas, Eduardo Corrêa. Ele falou que vai acompanhar as investigações do Cenipa sobre o acidente. Veja momento em que helicóptero cai após colisão no Rio de Janeiro LEIA TAMBÉM: Rio tem aumento de operações de helicóptero: 'É o dia inteiro', diz morador O que se sabe sobre o acidente Cenipa aponta que colisão de aeronaves em voo é muito rara na aviação brasileira O fotógrafo e Filmmaker Luiz Felipe Ures, morou com Lucas e descreveu o amigo como uma pessoa muito pura, de bom coração e que abriu muitas portas profissionais para ele. “Tanto eu, quanto os nossos amigos, meio que a gente não acreditou, porque parece um enredo de um filme”, afirmou. Segundo ele, Lucas e o cantor Oliver Tree tinham uma relação profunda de amizade, apesar de se conhecerem há pouco tempo. “Até onde eu sei, ele estava indo para Angra, junto com o Oliver Tree, e eles iam gravar um clipe lá.” Quem são os mortos na queda de helicópteros no Rio Infografia: Dhara Pereira/g1 Desrespeito às regras Um relatório do Departamento de Controle do Espaço Aéreo divulgado no mês passado mostra que 34% dos voos do aeroporto de Jacarepaguá descumprem as regras de altitude mínima determinadas para a região. Os dados foram colhidos até maio, um mês antes do acidente.